(veja os grupos em atividade e como funciona a SOMAIÊ...)
Em 2005, a SOMAIÊ adota uma redução dos custos da técnica. Criando um equilíbrio entre os fatores políticos (quanto mais acessível melhor) e o científico (valorização da terapia frente a uma realidade social do mercado).
Para chegar a ser uma das técnicas mais baratas do mercado, a SOMAIÊ vem pesquisando abordagens e experimentando formas variadas nos últimos anos (veja o histórico abaixo).
Existem DOIS fatores que se relacionam e dão os valores da técnica. E existem mais TRÊS fatores que influenciam os valores. Os primeiros são ESTRUTURAIS e os outros são ORGANIZACIONAIS.
A ESTRUTURA envolve a TAXA do PRODUTOR DE SOMAIÊ (somaterapeuta), enquanto a ORGANIZAÇÃO envolve as TAXAS que viabilizam a SOMAIÊ em função das conjunturas das cidades. Ou de outra forma, estrutura são custos internos e organização são custos externos.
Taxas ATUAIS em 2008:
Os grupos em atividade seguem essa ESTRUTURA:
01 - fase - os grupos de SOMAIÊ variam de tempo de duração conforme a dinâmica do grupo, em média vai de 12 a 21 meses. Mas independente da duração, passa por fases específicas (veja detalhes em Como Funciona). Como a inflação está "controlada", comparada a 10/15 anos atrás (em que havia reajustes mensais), existe ainda DOIS FATOS: o objetivo, que do início ao fim da técnica existe uma desvalorização da moeda, e o subjetivo, que quando o grupo está iniciando não se percebe o valor da técnica, comparado com a fase final das cadeiras quentes. Assim, neste FATOR FASE, o custo da SOMAIÊ é dividido em TRÊS VALORES:
Primeiros 3 meses (aprendizado) = 66 reais por MÊS por pagante.
Meses intermediários (aprofundamento) = 126 reais por MÊS por pagante.
Últimos meses (pedagogia para a vida) = 186 reais por MÊS por pagante.
Dessa forma, a SOMAIÊ é mais acessível na fase inicial onde se aprende seu funcionamento e o grupo é aberto a entrada de novas pessoas. Na segunda fase, se estabelece o valor "oficial" do custo da técnica; e no final se compensa o desconto inicial, numa fase em que o grupo de SOMAIÊ já deve ter construído uma dinâmica de relacionamento e produção que possibilite a existência de atividades que possam render financeiramente e que possa ajudar nos custo de quem necessite.
02 - bolsas - a SOMAIÊ só acontece em GRUPO: fator social construído por Freire e de inspiração reichiana. E como num grupo de pessoas existe a diversidade de possibilidades financeiras, entram questões como o tamanho do grupo interferir na dinâmica da técnica e também na renda do produtor de SOMAIÊ (somaterapeuta). A Somaterapia sempre dispôs de BOLSAS para favorecer alguns, agora a SOMAIÊ divide o grupo em TRÊS (3) tamanhos:
MÍNIMO ou gunga (até 12 pessoas) = a cada TRÊS pagantes surge UMA BOLSA.
MÉDIO ou médio (de 13 a 24 pes.) = A PARTIR do 13º pagante, a cada UM pagante surge UMA BOLSA.
MÁXIMO ou viola (25 a 36 pes.) = A PARTIR do 25º pagante, a cada UM pagante surgem TRÊS BOLSAS.
TABELA DE PARTICIPANTES quantos serão PAGANTES ou BOLSISTAS:
| MÍNIMO ou gunga | MÉDIO ou médio | MÁXIMO ou viola |
| 1 participante = 1 pagante
2 participantes = 2 pagantes 3 participantes = 3 pagantes 4 participantes = 3 pagantes & 1 bolsista 5 participantes = 4 pagantes & 1 bolsista 6 participantes = 5 pagantes & 1 bolsista 7 participantes = 6 pagantes & 1 bolsista 8 participantes = 6 pagantes & 2 bolsistas 9 participantes = 7 pagantes & 2 bolsistas 10 participantes = 8 pagantes & 2 bolsistas 11 participantes = 9 pagantes & 2 bolsistas 12 participantes = 9 pagantes & 3 bolsistas |
13 participantes = 10 pagantes & 3 bolsistas
14 participantes = 10 pagantes & 4 bolsistas 15 participantes = 11 pagantes & 4 bolsistas 16 participantes = 11 pagantes & 5 bolsistas 17 participantes = 12 pagantes & 5 bolsistas 18 participantes = 12 pagantes & 6 bolsistas 19 participantes = 13 pagantes & 6 bolsistas 20 participantes = 13 pagantes & 7 bolsistas 21 participantes = 14 pagantes & 7 bolsistas 22 participantes = 14 pagantes & 8 bolsistas 23 participantes = 15 pagantes & 8 bolsistas 24 participantes = 15 pagantes & 9 bolsistas |
25 participantes = 16 pagantes & 9 bolsistas
26 participantes = 16 pagantes & 10 bolsistas 27 participantes = 16 pagantes & 11 bolsistas 28 participantes = 16 pagantes & 12 bolsistas 29 participantes = 17 pagantes & 12 bolsistas 30 participantes = 17 pagantes & 13 bolsistas 31 participantes = 17 pagantes & 14 bolsistas 32 participantes = 17 pagantes & 15 bolsistas 33 participantes = 18 pagantes & 15 bolsistas 34 participantes = 18 pagantes & 16 bolsistas 35 participantes = 18 pagantes & 17 bolsistas 36 participantes = 18 pagantes & 18 bolsistas |
As bolsas são de responsabilidade do grupo decidir para quem as destinar, pois podem ser usadas integralmente por participantes com dificuldades financeiras, bem como serem eliminadas e distribuídas pelo grupo de formas variadas (tipo bolsas parciais, ou desconto geral entre todos os participantes do grupo).
ORGANIZAÇÃO
03 - local - a SOMAIÊ precisa de espaços pra acontecer as atividades. A Somaterapia passou por experiências de manter espaços próprios (Casas da SOMA) para as atividades nos últimos anos, e os grupos contribuíam com uma taxa mensal para a manutenção do aluguel. Desde 2003 em São Paulo, mudamos essa prática, e em outras cidades sempre foi da competência do grupo conseguir espaços para as atividades, o que chamávamos de ser mambembe.
Entramos em 2005 sem espaços da SOMAIÊ, assim em cada cidade o Produtor de SOMAIÊ definirá junto com o grupo a melhor solução para as atividades da técnica. É DE RESPONSABILIDADE DO GRUPO CONSEGUIR ESPAÇOS ADEQUADOS PARA AS VIVÊNCIAS MENSAIS (12 horas), sendo que o produtor de SOMAIÊ avisará com no mínimo um mês de antecedência as necessidades específicas do espaço. Normalmente os espaços necessitam de uma área para as atividades corporais (variável conforme o tamanho do grupo e exercício a ser feito) com privacidade (sem observadores externos ao grupo) e APARELHO de SOM. Na maior parte das vezes os grupos conseguem espaços gratuitos, mas caso não se consiga, deve ratear os custos de aluguel.
Nas viagens de campo (natureza), O GRUPO É RESPONSÁVEL PELOS PAGAMENTOS dos GUIAS, ENTRADAS de PARQUES e ALOJAMENTO de cada participante do grupo E DO PRODUTOR DE SOMAIÊ, durante o final de semana (normalmente 3 dias) da vivência de campo.
Em SÃO PAULO a SOMAIÊ está associada a CLÍNICA do FRANCISCO (Estação Orbitao) desde 2004. Após um investimento da CLÍNICA na SOMAIÊ, atualmente os grupos contribuem mensalmente pelo uso do espaço. Ás vezes utilizamos o Espaço Cultural Tendal da LAPA, onde Rui Takeguma mantém desde 2004, uma OFICINA PERMANENTE DE CAPOEIRA ANGOLA GRATUITA.
04 - passagem - a SOMAIÊ depende da coordenação mensal (12 horas) de um produtor de SOMAIÊ. Os grupos que se desenvolvem em cidades onde não haja um produtor de SOMAIÊ morando, devem ARCAR COM OS CUSTOS DO TRANSPORTE AÉREO MENSAL, E O DESLOCAMENTO CENTRO/AEROPORTO do Produtor de SOMAIÊ. Nessas cidades os grupos devem concentrar as 12 horas mensais em dias próximos (um final de semana, ou 4 dias da semana, ou acordo com produtor de SOMAIÊ a cada mês).
A passagem pode ser comprada pelo produtor de SOMAIÊ ou pelo grupo, varia conforme cada situação, buscando os valores mais em conta, pesquisando as linhas aéreas disponíveis. A hospedagem é da responsabilidade do produtor de SOMAIÊ, a não ser nos casos de vivências de campo (todo o grupo viaja).
Nas vivências de campo (natureza), o grupo DEVE ARCAR COM A PASSAGEM DO PRODUTOR DE SOMAIÊ (carro alugado ou outros) além do transporte dos participantes do grupo.
Atualmente só há produtor de SOMAIÊ residindo entre São Paulo e Maromba em Itatiaia/RJ no vale de Visconde de Mauá. Assim, os grupos de BH tem uma taxa de 350 reais ao mês e os grupos de SP pagam uma taxa de 200 reais ao mês.
05 - capoeira - a SOMAIÊ exige a prática PARALELA do aprendizado SEMANAL da capoeira angola. Isso pode ocorrer de formas variadas, mas é DA RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL dos participantes da SOMAIÊ encontrarem um professor/contramestre/mestre mais adequado, somente verificar com o produtor de SOMAIÊ se realmente é capoeira somente de ANGOLA. Visto que no ambiente da capoeiragem, existem grupos que praticam capoeira angola E outros estilos, esses não se encaixam na nossa proposta de trabalho/pesquisa.
O participantes podem entrar em grupos de capoeira angola mais acessíveis a cada um, ou contratar um professor para aulas para os participantes da SOMAIÊ, o importante é que aconteça NO MÍNIMO UMA VEZ POR SEMANA.
Em São Paulo existem grupos de capoeira angola GRATUITOS e grupos que cobram até 80 reais por mês. Nas cidades onde não haja professores somente de ANGOLA, o produtor de SOMAIÊ verá uma forma de indicar uma saída caso a caso.
OBSERVAÇÕES
- as vivências de campo ocorrem três a cada grupo, tanto o local e o mês a acontecer a viagem será definido entre o produtor de SOMAIÊ e o grupo,
- no mínimo todo participante da SOMAIÊ deve fazer uma INDIVIDUAL com o produtor de SOMAIÊ, o custo dessa sessão é de 30 reais,
- no caso de ASSISTENTES ou CO-TERAPEUTAS em formação, se conversa caso a caso, as divisões de passagens, espaços e taxas dessas pessoas,
- o pagamento é feito através de COORDENADORES (1 ou mais participantes do grupo que se revezam mensalmente) ao produtor de SOMAIÊ e, sempre ANTES da primeira vivência do mês. Caso algum participante do grupo não possa participar das vivências do mês, o pagamento ocorre normalmente. Caso algum participante deseje sair do grupo, deve comunicar o grupo e ao produtor de Somaiê, de preferência participar de um GRUPÃO de despedida.
HISTÓRICO
No decorrer da DÉCADA de 90, a SOMATERAPIA teve uma média de custo de 10 reais por hora por mês. Como mensalmente é feito 12 horas, o custo médio foi de 120 reais por mês. A cada 10 pessoas os grupos recebiam uma bolsa integral. Nesse formato Rui Takeguma aprendeu a praticar a SOMA de Roberto Freire.
Por motivos políticos, Rui lançou o Projeto Ravachol, estabelecendo o pagamento através de trocas de produção com pessoas que já atuassem no movimento anarquista.
Na fase de SOMA-IÊ, Rui aumentou as trocas e até ano passado (2004) aumentou as bolsas, sem falar que estendeu as bolsas dos anarquistas para os capoeiras, através do Projeto Mestre Pastinha (na prática não se efetivou por falta de interesse de capoeiras, diferente dos anarquistas que experimentaram as trocas).
Numa comparação com a SOMA, se FREIRE se formou psiquiatra e psicanalista para ao criar a SOMA procurou socializar a técnica desenvolvendo umas das técnicas mais baratas do mercado. Ao se separar de Freire, Rui Takeguma, seguindo a inspiração reichiana de aumentar o alcance social da técnica, reduz a metade os custos da Somaiê. Assim, TAKEGUMA se formou somaterapeuta e ao criar a SOMAIÊ reduziu ao máximo a técnica, chegando a produzir o PROJETO CUSTO MÍNIMO (2004) e em 2005 encontra um equilíbrio entre o político e o científico. Assim, a SOMAIÊ talvez seja a terapia com menor custo do mercado, média de 5 reais por hora de trabalho do terapeuta.
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